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Como a evolução dos ingredientes nos leva ao clean label?

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Quando falamos sobre a saudabilidade dos alimentos, que é a busca número 1 dos consumidores que almejam uma vida mais saudável, é inevitável abordarmos o conceito clean label. Pensando em maneiras de ajudar a sua empresa a alcançar o almejado rótulo limpo, neste post mostraremos como a evolução dos ingredientes pode nos levar a esse objetivo e quais alternativas a indústria de alimentos têm para substituir de suas formulações itens nocivos para a saúde dos consumidores.

Ficou interessado em saber mais sobre esse assunto, para somar aos seus negócios? Então, convidamos você a conferir este conteúdo.

Tenha uma excelente leitura!

Relembrando o conceito clean label 

Em outubro deste ano entraram em vigor as novas regras para a rotulagem dos alimentos e, dentre as alterações, agora as embalagens precisam trazer de maneira simples e direta quais ingredientes compõem um determinado produto.

Nesse sentido, aqueles alimentos que têm alto teor de sódio ou níveis importantes de açúcar precisam ter essas informações em destaque. Em outras palavras, sai na frente aqueles que conseguirem ter rótulos limpos, ou seja, livre de ingredientes ruins.

É por isso que a indústria de alimentos precisa alcançar o clean label. Mas, a boa notícia é que a tecnologia está a nosso favor e, por meio da evolução dos ingredientes, fica menos desafiador chegar a essa meta.

Para falar sobre esse assunto, tivemos a oportunidade de conversarmos com a Caroline Thaís de Oliveira, do marketing da DöhlerGroup. Ela atua com inteligência de mercado e desenvolve iniciativas em conjunto com o time de P&D para promover o portfólio de ingredientes aplicados a produtos.

O que o consumidor procura?

Segundo a especialista, aos olhos de quem compra o seu produto, rótulo limpo está muito associado à questão de naturalidade.

A Caroline dividiu conosco o que os consumidores procuram nos rótulos. E, em primeiro lugar, ingredientes naturais vem no topo da lista. Em segundo é a informação de que o produto não contém ingredientes artificiais, que é justamente a terminologia de rótulo limpo.

Quando as pessoas procuram pela informação sobre um produto conter ou não ingredientes artificiais, elas querem saber se, por exemplo, ele tem corantes ou adoçantes artificiais.

Ou seja: a naturalidade está totalmente associada com clean label.

Como a inovação nos leva a rótulos limpos?

A indústria de alimentos tem se revolucionado na velocidade da luz e, quando falamos sobre o desenvolvimento de ingredientes naturais, isso não é diferente.

Adoçadores

Quando nos aprofundamos na etapa de adoçamentos de alimentos, por exemplo, a Caroline comentou que existem mais de 60 ingredientes com esse objetivo. Mas, o principal deles ainda é a sacarose.

Esse adoçante acaba sendo necessário não somente para tornar o produto mais doce. Ele é responsável pela etapa de fermentação e tem outros papéis na formulação.

Quando falamos sobre a evolução dos ingredientes, chegou no passado ao mercado adoçantes naturais como o estévia. Ele tem inúmeras aplicações e, segundo Caroline, ele tem um adoçamento que vem mais tarde, quando comparado com a sacarose.

 

Em sequência, veio a evolução da estévia, que é o chamado chá de stévia. Trata-se da infusão de folha de estévias, que é menos amargo, mas também ele é um pouco menos concentrado.

De acordo com a especialista, esse ingrediente tem sido muito usado em aplicações como isotônicos, produtos energéticos e até mesmo em blends de chá. Portanto, é um ingrediente natural e enquadra-se ao clean label.

Ainda existem outras opções de adoçantes naturais como a frutose de maçã, que não tem as características do suco de maçã, mas atua como adoçante. Hoje, segundo a Caroline, esse produto tem sido usado em produtos como confeitos, balas de gelatina, assim como alguns tipos de bebidas.

Por fim, existe ainda o concentrado de aveia, que retira o adoçamento da aveia e se transforma em um produto solúvel. Você consegue usar esse ingrediente em seu rótulo, sem declará-lo como açúcar.

Corantes

Os corantes artificiais são os vilões dos alimentos e desenvolver alternativas naturais é uma necessidade máxima da indústria.

Já existem soluções que vêm apresentando excelentes resultados e, segundo Caroline, é um processo de pigmentação que vem de frutas e vegetais e, no rótulo, eles saem como  corante natural ou ele até como antocianina da cenoura.

No entanto, já existe a evolução do corante natural, que é o que chamamos de concentrado de cor. Ele tem como característica a prensagem e secagem de legumes e frutas, e é controlado por meio do fator de concentração.

A especialista esclarece que eles têm processos bem parecidos e, o segundo, vem descrito no rótulo como concentrado de cenoura, por exemplo.

A Caroline destaca que quando a indústria se concentra no espectro de cores naturais, a natureza oferece um mundo de possibilidades.

Aromas 

Abordando agora a evolução dos aromas, em substituição aos artificiais, Caroline destaca que existe um grande movimento da indústria utilizando hoje os aromas idênticos ao natural.

Ele é considerado o meio do caminho entre o natural e o artificial, e é nessa fase que a maioria das indústrias de alimentos está.

No entanto, Caroline destacou que as marcas vêm se dedicando para desenvolver aromatizantes clean label, e espera-se um próximo passo de inovação nesse segmento.

O aroma natural, então, como o próprio nome diz, é obtido a partir de matérias-primas naturais. E, além dessa alternativa, existem ainda os aromas Add Backs. Eles vêm das matérias-primas da fruta de origem.

Ou seja: ele é capaz de devolver de forma natural o aroma de laranja de um suco industrializado.

O que esperamos para os próximos anos?

Para finalizar este conteúdo, Caroline diz que uma tendência a curto prazo é a associação da questão saúde, nutrição e naturalidade. Em especial, espera-se o abandono dos ultraprocessados, visando o bem-estar do consumidor.

Quando falamos de tendências a médio prazo, pensamos sobre a sustentabilidade dos ingredientes, envolvendo questões como consumo de água e emissão de CO2.

Por fim, a longo prazo, a especialista prevê as marcas se posicionando mais sobre essas temáticas, de forma assertiva e direcionada ao consumidor.

Como conclusão, espera-se que a indústria de alimentos esteja cada vez mais comprometida com a responsabilidade de oferecer alimentos mais nutritivos e de qualidade para o consumidor. Afinal, natureza é o nosso futuro.

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